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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Violência psicológica sofrida por bissexuais em relacionamentos abusivos com lésbicas










Já não é de hoje que são relatadas muitas queixas do desconforto que mulheres bissexuais sentem ao se relacionarem amorosamente com lésbicas.  Os desacordos surgem em função de uma ideia persecutória e pré concebida na mente das lésbicas de que elas serão a qualquer momento trocadas por um homem pela mulher bissexual! Elas muitas vezes sequer sabem da historia de vida da companheira e não tem embasamento moral pra conceber essa ideia, mas se baseiam em fatos vividos por outras amigas que se consideram lésbicas convictas e a frustração que as mesmas sentem quando isso acontece. O que mais intriga é que elas desconsideram totalmente a possibilidade de ser trocada por OUTRA MULHER, automaticamente pensam num homem. Mas por que isso acontece? Por que tanta insegurança?  
 
Primeiro porque a sociedade patriarcal e machista enche o  saco das bissexuais com o condicionamento heteronormativo de que relacionamento reconhecido “em firma”, em cartório e o escambal a 4 é com um homem, além da ideia de que isso que seria “o certo”, porque  ora, mulher não pode fazer filho em outra, porque pra casar em uma igreja católica só pode  se for com um homem, porque a família só reconhece como parte dela um cônjuge do sexo masculino que ela "precisa agradar e servir" e o resto é moda, é safadeza, falta do que fazer! Fora que sexo 'real' só pode ser com penetração, né! #falocentrismototalmodeon! Daí a lésbica sem querer e sem perceber “aceita” essa ideia como verdade e passa a se sentir insuficiente para dar prazer e satisfação numa relação com outra mulher que ela julga ter uma sexualidade diferente da dela. Na verdade a única diferença é que a bi sente TAMBÉM atração por homens, mas ninguém perguntou se ela está afim de abraçar essas ideias e sente prazer em 100% com homens em todos os sentidos, apesar da atração, pois cada uma é uma e lida com suas atrações de maneira diferente das demais,...mas infelizmente a maioria das lésbicas não leva isso em conta, ela já faz suposições.  O resultado disso é uma dinâmica doentia de marcação cerrada com a garota bissexual, que sente medo de assumir quem ela realmente  em prol do bem estar da relação. E a lésbica com seu egoísmo e crueldade começa a proferir discursos bifóbicos com o objetivo de gerar um sentimento de culpa na garota bi para garantir que nunca, jamais será trocada por um ser de pênis! Aliás, a sexualização da relação acaba sendo um problema, porque parece que o órgão genital é o  único responsável pela felicidade e sensação de completude pra mulher!! Ideia muito errada! Mas a bi tenta (re)levar aquilo da melhor forma possível...mas dentro de si e na mente ela sabe e por dentro aquela sensação nunca morre e dá aquela vontade de falar a real...mas basta você ser pega conversando com um amigo ou falando dele pra escutar: “Quem é esse cara? Tá apaixonada por ele é? Vocês transaram? Você é uma puta, chupa ele depois vem querer me  beijar? Nojinho de ficar com bi porque não quero esperma por tabela, nem contrair doenças! Ela é confusa, é indecisa, assim não dá! Quero uma mulher que saiba o  que quer de verdade! Isso é frescura, isso não existe! Ou você gosta de mulher ou de homem e pronto!” alguma de vocês já ouviu isso e ficou imóvel, de braços cruzados, sem saber o  que dizer?  E quando tentou dizer, qual foi a consequência?  Brigas provavelmente. Mesmo na tentativa de explicar, muitas não tem sucesso e fica aquele clima de mal estar e até ameaças de terminar a  relação por parte das lésbicas e as que ainda não iniciaram um, já automaticamente descarta qualquer possibilidade de envolvimento com bissexuais. Mal sabem elas que essas atitudes são opressivas e só fazem mal à saúde psicológica das mulheres bissexuais, que são obrigadas a mentir pra não ter mais problemas no namoro com a lésbica. Segue uma mensagem protesto de um  ex contato meu  no face, mas que achei bastante significativa quanto ao sentimento de repressão e opressão das bissexuais em relações abusivas com lésbicas:

“Eu não aguento mais ler e ouvir relato de mulher bi se anulando e sofrendo violência psicológica em relacionamento com lésbica, não aguento mais ver lésbica destilando bifobia, tratando mulher bi como se fosse defeituosa, suja, contaminada, indigna de ter um relacionamento sério com uma mulher.
Entendo que na nossa sociedade machista e lesbofóbica as lésbicas também internalizam a mensagem de que o certo é mulher ficar com homem, que uma mulher nunca vai conseguir satisfazer outra (inclusive sexualmente) e tem medo de que a mulher bi tenha internalizado as mesmas coisas e as abandone pra só ficar com homens pq, em certos aspectos, é muito mais fácil.
Mas eu não vou ter paciência com gente que projeta as suas inseguranças sobre outras mulheres, muito menos se for sobre a companheira, ou sobre as mulheres com quem se envolve. Esse discurso bifóbico faz muita mulher sofrer, alimenta todo tipo de dinâmica de relacionamento doentia, alimenta violência dentro de relacionamento.
Lutar contra a bifobia, venha de onde vier, é lutar pela nossa vida, pela nossa sanidade mental, pelo nosso direito a viver livre de violência. NÃO VAI TER PACIÊNCIA COM ABUSADOR/A! MESMO SE FOR MULHER! MESMO SE FOR LÉSBICA!”
Diante dessas afirmações acima, eu acho que TODA mulher lésbica, antes de se dizer militante e de namorar uma mulher bissexual, precisa entender a importância de sê-lo e respeitar outras minorias dentro do próprio movimento LGBT,  principalmente entender que essa letrinha B não está  incluída na sigla do movimento por nada, deve entender que a luta por respeito e reconhecimento não é só dela e que TODAS as mulheres, seja da sexualidade ou identidade de gênero que for sofrem violência, machismo, racismo, e não acusar, culpar e projetar, descontar suas inseguranças nas parceiras porque senão vocês acabam se tornando opressoras em potencial. Mesmo que não seja  intencional, procure perceber quando e se estiver sendo preconceituosa e bifóbica, procure entender melhor sua parceira bi, ouvir suas historias de vida, apoiá-la, ler mais sobre o assunto, problematizar e fazer uma auto análise do porquê a bissexualidade te incomoda e assusta tanto,trabalhe isso dentro de si, não a agrida verbal nem fisicamente sem pensar, pois você pode estar perdendo uma excelente companheira para o preconceito. Permita que ela seja quem ela é e sempre foi, aceite-a, confie nela, o que não significa que ela  vai te trocar por um homem, mas se por ventura a relação acabar algum dia, aceitar que ela tem sim o direito de se relacionar com qualquer outra pessoa que ela quiser, seja homem ou mulher. Lembre-se de que o corpo e o coração são dela e de mais ninguém.  Pense em suas relações anteriores, você sempre foi fiel? Acha que infidelidade é algo exclusivo das bissexuais? Você gostaria que alguém duvidasse de sua lesbianidade, te desconsiderasse e dissesse que você está inventando isso, que você mente sobre si mesma? Isso é uma grande invasão e desrespeito à pessoa! Você não tem o  direito de violar uma verdade que é só dela e diz respeito à ela e julgar seus sentimentos e desejos!  Quem realmente ama, entende isso. Seja mais flexível,  mais tolerante. Só assim será possível um relacionamento mais pacifico entre lésbicas e bissexuais. 



O que é a tal química?

 






 Todo mundo diz que para sentir atração por alguém e para que uma relação dê certo precisa existir a tal da química. Mas o que isso significa? Muita gente diz isso sem ao menos refletir sobre o  que seja...
Primeiro vamos pensar e analisar o significado da palavra química:  é a ciência que se dedica ao estudo da matéria, levando em conta a sua composição, as reações e as transformações.”    Eu arriscaria a dizer com minhas palavras que é a combinação de elementos que dão origem a uma reação e a um terceiro elemento. Mas vamos para outra definição:
 Química do amor: são as reações que ocorrem nas pessoas, quando estas sentem afinidade por alguém. É uma sintonia, uma atração, que faz vibrar os pensamentos e os sentimentos de afeto e de carinho.”
 

Mas voltemos para a definição acima, utilizando as palavras reações e transformações. Elas são causadas quando imediatamente nos identificamos com tal pessoa que nos provocou sensação de satisfação, mesmo sem ao menos ter trocado uma palavra com elas! Sim, isso é possível! A tal química a que nos referimos tem a ver com afinidade, compatibilidade, sintonia, empatia, combinação. O que nos leva a nos sentirmos compatível com alguém? A atração em comum, os gostos, objetivos e expectativas, mesmo nível de cultura ou de personalidade e forma de pensar, de ver o mundo, a vida e as pessoas. Geralmente buscamos alguém compatível em quase ou em 100%, mas não acredito que  se possa atingir essa meta redondinha, sempre ficaria faltando algo, mas o importante é que em pelo menos encontremos uns 90%  desses requisitos nas pessoas que buscamos  para que a relação sequer comece e funcione.
Há quem acredite que seja possível se apaixonar por alguém que “não faz nosso tipo”, até é, não descarto, porém hoje em dia há muita coisa que guia o desejo e o afeto, que exerce uma forte influencia nas escolhas dxs  parceirxs  e é uma ideia muito romântica  e perigosa afirmar através daquelas frases clichês que toda panela tem sua tampa, que sempre existe um chinelo velho pra um pé cansado... cada pessoa tem um ritmo e uma facilidade ou dificuldade para encontrar ou se ligar a alguém, portanto nada é nem deve ser padronizado.  Tem pessoas que acham que  pessoas bonitas só podem se relacionar com outras pessoas bonitas, brancos com brancos, negros a mesma coisa, mas não é bem por aí. Do meu ponto de vista por exemplo, uma pessoa com baixa auto estima não poderia em  hipótese alguma estar com outra que também estivesse no mesmo patamar. Tem gente que pensa que ajuda, alguém que se sente constantemente rejeitado estando com outra pessoa nas mesmas condições, mas ao invés de ajudar pode atrapalhar e gerar conflitos, pois a pessoa que já  se sentir um pouquinho mais “bem resolvida” pode ganhar poderes e transformar a relação em regime de dominação e serventia, ou seja, submeter o outro a chantagens em função de sua dificuldade de ter alguém, só pra conseguir ter suas vontades satisfeitas, o que não é legal, e duas pessoas mais visadas devido à beleza pode  gerar competição de ego e status e a relação virar um caos em meio à guerra de vaidade. Por isso pelo menos pra mim, o ideal seria tentar manter  um equilíbrio e um contraste, pessoas mais inseguras merecem ter alguém mais seguro pra se sentirem mais acolhidas, o que as ajudaria a superar suas dificuldades de auto aceitação,  pessoas de etnias diferentes se unirem para não perpetuar a segregação e aprender a apreciar a beleza e características que o diferem do outro, magros com gordos, altos com baixinhos, e por aí vai. É claro que buscamos principalmente alguém compatível não somente nas ideias, mas também nos traços, estatura e biótipos, mas eu digo que nem toda escolha precisa ser tão severa,  mecânica e consequentemente excludente o que leva a um processo de discriminação e marginalização e precisamos ter atenção e cuidado com isso. É uma questão de abrirmos mais nossa mente para novas possibilidades e parar de abraçar fielmente os padrões de beleza aceitável que o sistema e sociedade nos  impõem. O importante é se sentir bem com a pessoa e fazer bem à ela.